terça-feira, 27 de setembro de 2011

Super-Homem e Clark Kent

“Todo mito de super-herói tem o herói e seu alter ego. Batman é Bruce Wayne. O Homem-Aranha é Peter Parker, quando acorda pela manhã, ele é Peter Parker. Ele precisa pôr um uniforme pra virar o Homem-Aranha.
E nesse quesito o Super-Homem se diferencia dos demais. O Super-Homem não virou Super-Homem, ele nasceu o Super-Homem. Quando ele acorda de manhã, ele é o Super-Homem. O alter ego dele é o Clark Kent. Seu uniforme, com o “S” vermelho é o cobertor no qual os Kent enrolaram o bebê quando o acharam, é a roupa dele. O que Kent usa, os óculos, o terno, é um disfarce que o Super-Homem usa para se passar por um de nós. Clark Kent é como o Super-Homem nos vê.

E quais são as características de Clark Kent? Ele é fraco é inseguro e covarde. Clark Kent é uma crítica do Super-Homem à toda raça humana."

 Cena da Kill Bill Vol 2 (Bill conta a teoria do alter-ego do Superman para A Noiva)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Clássicos #2

Decidi fazer uma lista dos maiores filmes clássicos que já existiram. Então é só conferir!

O Poderoso Chefão 

Al Pacino e Marlon Brando. Preciso dizer mais alguma coisa? O Poderoso Chefão é tão, tão, tão clássico, que ele é citado em outros clássicos. Quem nunca ouviu falar de Don Corleone? Quem nunca viu algum amigo seu “tentar” imitar aquela famosa fala de Don Vito “Você vem até mim e diz: Don Corleone faça justiça. Mas não pede com respeito, não oferece amizade. Você nem mesmo pensa em me chamar de Padrinho. Ao invés disso, você entra na minha casa, no dia do casamento de minha filha e me pede pra matar por dinheiro”.

E aquela boquinha torta e voz rouca do Marlon Brando, que chaaaarme! A história então, é um caso a parte. Que genialidade essa máfia, não?
“A bênção, padrinho.”
O Clube da Luta

Um dos meus favoritos (se não o mais, pois ainda fico em duvida entre alguns) não podia deixar de aparecer aqui. Brad Pitt e Edward Norton dão um show de interpretação! Um show MESMO! Tyler Durden já ultrapassou a linha de simples personagem em um filme, e já se tornou um ícone. O filme trata de tantas coisas, tantas ideologias, discussões sobre o que é real e o que não é... Afinal, o que vale a pena na vida? Você está indo pelo caminho certo? Você é realmente livre? Essas são umas das perguntas respondidas no filme. E mesmo assim, após assisti-lo, você fica semanas e semanas com aqueles diálogos extremamente trabalhados e bem interpretados, e aquela história fodidamente brilhante!
Ainda não assistiu? Corra para a locadora mais próxima (ou baixe na Internet) e assista a essa obra-prima, que é bem mais que um filme de luta.
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Amelie! Amelie! Dá uma vontade tão grande de ser a Amelie, de ver a cidade com o olhar dela, de ter aquela ingenuidade heróica do coração dela... Ah Amelie... Aquele sotaque francês dos personagens, aquela história de amor que tem tudo pra dar errado, mas no final se encaixa... Ah Amelie... Cenários românticos, figurinos nem tão sexys, nem tão modernos, nem tão feios, nem tão antigos... Apenas certos. Ah Amelie... Os gostos, as manias, e o modo de apresentação de cada personagem que nos faz apaixonar logo de cara por cada um deles... Ah Amelie...
Ah Amelie!
Matrix
Meu preferido? Okay... Confesso que é o que tenho maior carinho, pois foi por causa dele que comecei a amar a arte cinematográfica. Que história, hãn! Neo é quem: Deus, Messias, Sócrates, ou qualquer cidadão que está preso na nossa sociedade e quer poder abrir o olho e sair para a realidade? Pra mim, ele é todos! Representa cada um de nós. Mas o que mais chama a atenção, sem dúvida, são os efeitos. Não é à toa que Matrix foi considerado um dos grandes marcos da história do cinema. Os irmãos Wachowski realmente fizeram um dos maiores filmes da história do cinema, e diferente do que alguns achavam, conseguiram inovar AINDA MAIS nas duas outras continuações (Matrix Reloaded e Matrix Revolutions).
E você, já sabe o que é a Matrix?
ET - O Extraterrestre
Tudo bem, eu confesso: não gosto deste filme e nunca consegui vê-lo inteiro. Mas é porque eu tenho medo de alienígenas. E mesmo assim, não posso esquecer do filme de Spielberg. Muitas e muitas crianças com certeza já caíram da bicicleta ao tentar voar como Eliott (menos eu). Na época foi a maior bilheteria do cinema, só perdendo mais tarde para o filme Jurassic Park. Vai me falar que você nunca quis ter aquele ET como um bichinho de pelúcia (eu não).
Uma curiosidade: sabe aquela menininha loirinha, irmã de Eliott? É a Drew Barrymore, a famosa Pantera ruiva. HEHE
King Kong
Nem é um dos meus favoritos, mas é tão clássico, que a gravação original de 1933 rendeu outros 6 filmes, sendo que os mais famosos são as regravações de 1976 e a mais recente de 2005. Todo mundo conhece a história do grande macaco Kong que vive em uma ilha misteriosa e se apaixona pela loira que os nativos colocam de isca, e a partir daí, uma série de acontecimentos que levam todos à cena final, em que Kong sobe no edifício Empire State e luta contra os helicópteros. Cena aliás, que é uma das mais reproduzidas em filmes, programas, comédias, e até mesmo em desenhos infantis (alguém ai lembra daquele episódio do Pica-Pau?).
Pega eles, Kong! Eu sempre torcia pra ele!
Bonequinha de Luxo
Diva! É isso que a Audrey Hepburn é! E é neste filme que ela brilha incondicionalmente. Quando foi gravado, em 1961, o filme já era destinado a ser grande! O papel de Holly Golightly inicialmente era para ser de Marilyn Monroe, e não de Audrey. O filme foi uma adaptação de um famoso livro de Truman Capote, e teve o orçamento inicial de 2,5 milhões de dólares, sendo que o salário de Audrey pelo filme foi 750 mil dólares, o segundo maior salário de uma atriz até então.
Esse é um dos filmes que mereceriam um remake em minha opinião. Mas... Será que existe atriz tal qual foi Audrey Hepburn para o papel de Holly? Eu acho que não.
Cantando na Chuva
O filme de 1952 consta na lista dos melhores musicais de todos os tempos, e com mérito. É um dos mais famosos filmes da história cinematográfica, especialmente aquela seqüência de Kelly cantando e dançando na chuva. Você já tomou chuva? Já pegou um guarda-chuva na mão? Então é certeza que você já cantarolou “I’m Singin’ in the rain...” e tentou dar os pulinhos com o guarda-chuva ou sombrinha na mão. Música que está em terceiro lugar no na lista “100 anos... 100 canções” da famosa American Film Institute.
A canção, originalmente, é cantada em tom extremamente alegre. Já no filme abaixo...
Laranja Mecânica
LARANJA MECÂNICA! LARANJA MECÂNICA! Melhor filme de Stanley Kubrick. Uma cena resume muito bem o filme, em minha opinião: o chefe da gang, Alex (Malcolm McDowell), reúne seus amigos (os droogs) para invadir a casa de um escritor. Quando eles conseguem entrar, eles espancam o escritor e estupram a mulher dele, tudo ao som da linda voz de Alex cantando “I’m singin’ in the rain”. Macabro, não? O filme mistura muita música clássica e ultraviolência em um futuro indeterminado. É um filme de contraste. É um filme forte. É um filme massa.
É um filme clássico.
Dica: O Post sobre clássicos não acabou por aqui. Tem muito mais filme pela frente...


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Clássicos #1

Um filme para ser considerado clássico precisa ser antigo?


Mas é claro... que não!


Segundo o dicionário Aurélio, uma das definições para a palavra clássico é: “Da mais alta qualidade; modelar; exemplar”. Ou seja, independentemente da época lançada, basta se tornar um ícone, ser um puta de um filme.


Um exemplo de um clássico atual é a história de ficção-científica Avatar, de 2009, dirigido por James Cameron. Foi uma inovação tão grande que logo nas primeiras semanas após a estreia do filme, ele já havia se tornado um clássico. Avatar não só inovou em seus efeitos especiais (nunca antes visto na história do cinema, sendo que até Spielberg foi às gravações aprender a nova técnica), como também em seu orçamento (foi estimado um custo entre US$ 280 milhões e US$ 310 milhões para a produção e UR$ 150 milhões para a divulgação). E esse dinheirão todo, por incrível que pareça, deu muito resultado. Em seu primeiro final de semana de lançamento, o filme arrecadou aproximadamente UR$ 232 milhões ao redor do mundo, se tornando a sétima maior arrecadação em um primeiro final de semana da história do cinema e a maior para um filme original. Atualmente, é o filme com a maior bilheteria da história, superando até Titanic.

Assim sendo, percebemos que a fama do filme foi criada a partir dos comentários das pessoas que já haviam assistido, e de tão impressionadas, falaram sem parar sobre o assunto e incentivava outras pessoas a assistirem também (eu mesma confesso que fui o fator principal de muita gente ir ao cinema ver o filme, e que até fui acompanhar pra poder assistir uma segunda vez). A divulgação ajudou, é claro, mas este filme realmente mereceu toda a fama que levou.

Viu? Isso é um exemplo de filme clássico. Aquele filme que vira-e-mexe se torna tema de discussão da sua roda de amigos no bar, na faculdade, no emprego, na escola, na sua casa... a qualquer hora, em qualquer lugar.



Quer dica de mais filmes clássicos? Se liga no próximo post.
#FicaDica

sábado, 3 de setembro de 2011

"Planeta dos Macacos - A Origem"

A primeira pergunta que dá vontade de fazer é: “WHOA, como eles usaram macacos pra gravar esse filme?”

 
E a resposta é: “Pegadinha do malando! Não é um macaco!”


Na verdade, não foi usado nenhum macaco no filme inteiro (o que acho digno! Nenhum animal deveria ser obrigado a trabalhar em nenhum lugar.), e quem interpretou o macaco Caesar (ou César) e os outros símios foi o ator Andy Serkis, especialista em motion capture. Podemos dizer, então, que foi-se o tempo em que os atores precisavam se caracterizar com fantasias extremamente elaboradas para fazer algum personagem.

Só que esse não foi o primeiro papel desse gênero que o ator fez. A carinha dele te lembra alguém?

 
E essa pose? Lembrou?

 
Tudo bem, última dica.


EEELE MESMO! Era Andy que repetia incessantemente a expressão “My preciousss...” na pele do nosso tão querido Gollum (querido pra mim, pelo menos). Ele foi um dos pioneiros nessa arte de misturar a atuação humana com a computação gráfica.

Depois de “O Senhor dos Anéis”, outro filme em que ele se destacou foi o remake de 2005 do filme “King Kong”, onde ele usava a mesma técnica para interpretar o gorila gigante.


E foi estudando para interpretar Kong, que Andy começou a se familiarizar com o comportamento dos primatas. Ele passou um bom tempo em um parque de primatas em Ruanda, onde estudava os movimentos dos animais. “Me liguei muito em um filhote de chimpanzé, órfão. E uma coisa que os cientistas me disseram e eu pude observar de perto é que os primatas ecoam o comportamento humano. Os chimpanzés são muito mais agressivos em áreas onde há conflito militar, por exemplo. Para mim a jornada de Caesar ecoa o comportamento dos humanos para com ele”, diz Andy em uma entrevista.

Mais uma curiosidade? A versão original de “King Kong” gravada em 1933 conquistou o Oscar de efeitos especiais do ano, usando uma marionete mecânica para interpretar o gorila gigante.

 
Andy é um dos atores mais “boa-praça” e simpáticos na atualidade. Não é nenhum galã, mas sua atuação compensa, ajudando-o a fazer papéis menores e de protagonistas em um filme aqui, outro acolá, e principalmente se destacando em personagens digitais. A Weta Digital, empresa de Peter Jackson que é parceira do autor na produção de Caesar, já trabalhou em outros grandes sucessos do cinema, como “O Senhor dos Anéis”, “Avatar” e “Distrito 9”. Neste trabalho, ela faz o seu melhor, produzindo macacos extremamente realistas misturando o movimento da atuação humana e recursos digitais para fazer os efeitos especiais.

Serkis defende a técnica da mistura humano/computador e critica a Academia, que vem desvalorizando os atores que prestam esse tipo de serviço. Segundo ele, a atuação é a mesma, o único porém, é que ele estaria caracterizado com algum collant ou roupa especial para capturar seus movimentos e suas feições.


James Franco, que faz o personagem principal no filme, alega que na verdade, o primeiro nome no cartaz deveria ser de Serkis. “Sem ele, sem a verdade que ele traz para o personagem, o filme não seria o que é. Muita gente ainda não compreende o que é, mas o Caesar de Andy não é absolutamente um efeito especial. Eu realmente contracenava com ele de ator para ator, e por isso o relacionamento é tão verdadeiro – desde o início do filme Caesar tem humanidade dentro de si, e Andy passou esse elemento sempre, completamente”. Bom, essa fala de Franco resume tudo, não?

Quanto tempo será que a Academia levará para criar uma nova categoria para o trabalho de Andy Serkis? Ou melhor, quanto tempo será que levará para que o trabalho dele possa ser igualado ao de qualquer outro ator que concorre ao prêmio de melhor ator do ano?

Depois de ver “Planeta dos Macaco – A Origem”, grande parte do público está se fazendo a mesma pergunta, porque dentro daquele imenso trabalho de roteiro, caracterização, fotografia, etc, etc e etc, há a atuação fodidamente brilhante de Andy Serkis.




Última dica? Andy volta às telona na pele de Gollum no filme “O Hobbit”, também baseado na obra de Tolkien. O filme será dividido em duas partes, sendo que a estreia prevista para a primeira é para o dia 14/12/2012, e para a segunda no dia 14/12/2013.