sábado, 10 de dezembro de 2011

Iam e Sam.


"- Não entendo!
- Eu sei! E isso me mata! Se tivesse havido só um dia em que nada importasse além de nós!
- Eu adoro você!
- Não quero ser adorada! Quero ser amada!"

(Antes Que Termine o Dia)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

"Amizade Colorida"

“Amizade Colorida” não é uma comédia romântica.
“Amizade Colorida” é uma comédia romântica.

Qual das afirmações acima está correta? As duas!
 

O filme critica todos os clichês das comédias românticas, e passa a maior parte sendo uma comédia hilariante. Justin Timberlake (Dylan) e Mila Kunis (Jamie) estão na mesma sintonia, e o humor dos dois se completam de uma forma que você e nem ninguém consegue ficar sério.

As diálogos rápidos e a conexão dos dois ajudam que o filme tenha mais graça, fora as cenas em que Dylan tenta fazer alguma conta de matemática ou a que ele demonstra ter medo de altura pela primeira vez, que é um caso a parte.

Cenas de sexo também aparecem constantemente ao decorrer do filme, trazendo um atrativo a mais e chamando não só as mulheres que adoram esse gênero de comédia romântica, mas também os homens, que não perdem a oportunidade de... É, vocês sabem.


Porém, nem tudo no filme se resume a isso. A “amizade” do título é muito forte, e os dois demonstram isso de uma maneira verdadeira, sem esforço ou drama. Eles estão juntos porque gostam da companhia um do outro, e não por obrigação, e isso fica bem claro.

Os elementos da vida moderna que vivemos hoje também estão presentes do começo ao fim do filme, que vai desde a mãe liberal e locona de Jamie à relação de amizade/sexo que os dois começam sem nenhuma culpa ou remorso.

Vários outros temas ainda conseguem ganhar destaque no filme, como as relações familiares e a melhor maneira de se lidar com alguém com Alzheimer. Fora tudo isso, ainda temos o personagem de Woody Harrelson, que roubou muitas cenas em minha opinião. Todos sabemos que gay em filme geralmente é responsável pelo humor, mas neste filme em especial Woody protagonizou algumas cenas que realmente valem a pena conferir. Quer coisa mais engraçada que ele dando em cima de Justin Timberlake e falando que achava que ele era gay desde o momento que o viu pela primeira vez?
 

Enfim, se você quiser se distrair e se divertir com um filme que mostre exatamente como nossa geração é, que demonstra fielmente como os pensamentos dos adultos atuais são, essa é uma ótima pedida. Retuite no Twitter, curta no Facebook e compartilhe no Google+, e não esqueça de seu Tablet, IPad e outras mil coisas que demonstram a linguagem e a comunicação nova que esse filme traz para o cinema atual... E que querendo ou não, se infiltraram na nossa moderna vida.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vegas, por Alan.


"Lembre-se que o que acontece em Vegas, fica em Vegas...
Exceto herpes, isso fica com você."

(Se Beber Não Case)

sábado, 1 de outubro de 2011

Cinema? Não... Quero em casa!

Cinema é bom? Claro que é! Os lançamentos dos novos filmes estão lá, a tela gigante que nos dá uma emoção a mais, a pipoca do cinema que tem um gosto particular (é verdade, vai, não tem nem como negar), aquele monte de gente que se você tiver sorte encontrará algum amigo ou conhecido lá pra rir um pouco e jogar conversa fora, e sem contar os beijos roubados no escurinho do cinema... Enfim, é bom demais.


Mas cinema também é caro. Também é desconfortável, as pessoas em volta podem nem ser tão legais assim, e você pode estar em um dia que não goste de multidão. Por isso, um beijo para todo os donos de locadoras desse mundão de meu Deus! MUÁH!

Bom mesmo é pegar aquele filme que tanto queria assistir em um dia chuvoso e frio, fazer aquele brigadeiro, pipoca ou suco, pegar uma Coca, e se enfiar debaixo do seu cobertor preferido com seu travesseiro mais querido... E relaxar.

E até mesmo, porque não, afogar as mágoas.

 

Quer dicas de filmes pra assistir em casa sozinha e na depressão? Então corre pra fazer aquele brigadeiro, ou aquela pipoca, ou mesmo uma caixa grande de sorvete, e anota essas dicas.

Pra rir, o melhor remédio é uma bela comédia! (sério Marcela?) Maaaas, se você estiver na fossa, nem pense em uma comédia romântica, como “A Proposta” ou “O amor não tira Férias”, que são MUITO bons para dar risada, por sinal, mas ao mesmo tempo muito melosos, sempre com a história de amor que apesar de tudo dá certo no final – coisa que ninguém magoado por um péssimo término de relacionamento quer ver.

Então, se quer rir, assista de novo “As Branquelas”, ou “Eu os declaro... Marido e Larry” (que apesar de ter um romance, é muito mais comédia), e principalmente "Se Beber não Case", ou quem sabe rever alguns episódios de suas séries preferidas, como “Friends”, “Two And a Half Man”, “Gilmore Girls”, e por aí vai...

MAS, sempre tem aquela pessoa que quando está mal e deprimida, já parte logo para os filmes mais românticos e melosos do mundo! Confesso que sou uma delas. E algumas dicas que dou é “Preciosa”, “Sempre ao Seu Lado”, “Amor sem Fronteiras”, “Antes que Termine o Dia” e claro, “Um Amor pra Recordar”.

Ah, mas amiga existe pra que mesmo? Pra passar os dias deprimentes com você, oras! Então que tal chamar aquele grupo de amigas e fazer uma sessão cinema na sua casa?


Aí sim, hein? Mesmo que seja só por diversão, ou para alguma missão ‘ele não te merecia...’, uma reunião com as amigas pra comer besteira e falar porcaria é sempre bem vinda. E sabe qual a dica de filme que eu dou? Terror.

“Jogos Mortais” já é baba, mas sempre é uma boa pedida. “O Massacre da Serra Elétrica: O Início”, “Há Vagas”, “Atividade Paranormal”, “Arraste-me para o Inferno”, “Rec” ou “Quarentena”... Enfim, precisa ter grito, pânico, e muitas risadas no final da noite.

Mas vocês, garotos, também podem se divertir com uma sessão de cinema com os amigos.


Não, eu não estou falando de pornô (prefiram sempre assistir sozinhos, ok?). Mas se você não está a fim de sair, que tal chamar a galera para aquela sessão de cinema, e substituir a pipoca por petiscos, salgadinhos e outras coisas mais gordurosas, e o refrigerante por uma cervejinha gelada?

A dica de filme é até muito clássica, mas não deixa de ter a cara de uma reunião de amigos. Rever “American Pie”, “Eurotrip”, “SexyDrive”, “Todo Mundo em Pânico” e filmes desse estilo tem um gosto a mais se for assistido com aqueles amigos que riem e fazem graça de tudo. Daí todos resolvem dormir na sua casa e não sabem o que fazer (a não ser assistir filme pornô), então bota um “Jackass” para se divertirem.

Outra dica legal é quando você está in love e em vez de saírem, decidem ver um filminho juntos, quentinhos embaixo do cobertor.

Bom, aí todos os filmes citados acima são indicados. Aquele meloso pra chorar e se aconchegarem mais ainda, um de terror só pra terem mais um motivo pra se agarrarem, um de comédia pra aliviar a tensão entre vocês, e até um mais besteirento, pra quem sabe, aumentar um pouco o clima.

Mas os que são sempre uma boa pedida são aqueles considerados pipoca. Os mais indicados são “Tron”, “O Senhor dos Anéis”, “Piratas do Caribe”, “Avatar”, “O último mestre do Ar”, "Velozes e Furiosos" e quem sabe reviver “Harry Potter”? O que importa é ser uma super-produção, dependendo muito do gosto dos dois.

Além do mais, com uma bela companhia, o filme se torna apenas um acompanhamento, não?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Super-Homem e Clark Kent

“Todo mito de super-herói tem o herói e seu alter ego. Batman é Bruce Wayne. O Homem-Aranha é Peter Parker, quando acorda pela manhã, ele é Peter Parker. Ele precisa pôr um uniforme pra virar o Homem-Aranha.
E nesse quesito o Super-Homem se diferencia dos demais. O Super-Homem não virou Super-Homem, ele nasceu o Super-Homem. Quando ele acorda de manhã, ele é o Super-Homem. O alter ego dele é o Clark Kent. Seu uniforme, com o “S” vermelho é o cobertor no qual os Kent enrolaram o bebê quando o acharam, é a roupa dele. O que Kent usa, os óculos, o terno, é um disfarce que o Super-Homem usa para se passar por um de nós. Clark Kent é como o Super-Homem nos vê.

E quais são as características de Clark Kent? Ele é fraco é inseguro e covarde. Clark Kent é uma crítica do Super-Homem à toda raça humana."

 Cena da Kill Bill Vol 2 (Bill conta a teoria do alter-ego do Superman para A Noiva)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Clássicos #2

Decidi fazer uma lista dos maiores filmes clássicos que já existiram. Então é só conferir!

O Poderoso Chefão 

Al Pacino e Marlon Brando. Preciso dizer mais alguma coisa? O Poderoso Chefão é tão, tão, tão clássico, que ele é citado em outros clássicos. Quem nunca ouviu falar de Don Corleone? Quem nunca viu algum amigo seu “tentar” imitar aquela famosa fala de Don Vito “Você vem até mim e diz: Don Corleone faça justiça. Mas não pede com respeito, não oferece amizade. Você nem mesmo pensa em me chamar de Padrinho. Ao invés disso, você entra na minha casa, no dia do casamento de minha filha e me pede pra matar por dinheiro”.

E aquela boquinha torta e voz rouca do Marlon Brando, que chaaaarme! A história então, é um caso a parte. Que genialidade essa máfia, não?
“A bênção, padrinho.”
O Clube da Luta

Um dos meus favoritos (se não o mais, pois ainda fico em duvida entre alguns) não podia deixar de aparecer aqui. Brad Pitt e Edward Norton dão um show de interpretação! Um show MESMO! Tyler Durden já ultrapassou a linha de simples personagem em um filme, e já se tornou um ícone. O filme trata de tantas coisas, tantas ideologias, discussões sobre o que é real e o que não é... Afinal, o que vale a pena na vida? Você está indo pelo caminho certo? Você é realmente livre? Essas são umas das perguntas respondidas no filme. E mesmo assim, após assisti-lo, você fica semanas e semanas com aqueles diálogos extremamente trabalhados e bem interpretados, e aquela história fodidamente brilhante!
Ainda não assistiu? Corra para a locadora mais próxima (ou baixe na Internet) e assista a essa obra-prima, que é bem mais que um filme de luta.
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Amelie! Amelie! Dá uma vontade tão grande de ser a Amelie, de ver a cidade com o olhar dela, de ter aquela ingenuidade heróica do coração dela... Ah Amelie... Aquele sotaque francês dos personagens, aquela história de amor que tem tudo pra dar errado, mas no final se encaixa... Ah Amelie... Cenários românticos, figurinos nem tão sexys, nem tão modernos, nem tão feios, nem tão antigos... Apenas certos. Ah Amelie... Os gostos, as manias, e o modo de apresentação de cada personagem que nos faz apaixonar logo de cara por cada um deles... Ah Amelie...
Ah Amelie!
Matrix
Meu preferido? Okay... Confesso que é o que tenho maior carinho, pois foi por causa dele que comecei a amar a arte cinematográfica. Que história, hãn! Neo é quem: Deus, Messias, Sócrates, ou qualquer cidadão que está preso na nossa sociedade e quer poder abrir o olho e sair para a realidade? Pra mim, ele é todos! Representa cada um de nós. Mas o que mais chama a atenção, sem dúvida, são os efeitos. Não é à toa que Matrix foi considerado um dos grandes marcos da história do cinema. Os irmãos Wachowski realmente fizeram um dos maiores filmes da história do cinema, e diferente do que alguns achavam, conseguiram inovar AINDA MAIS nas duas outras continuações (Matrix Reloaded e Matrix Revolutions).
E você, já sabe o que é a Matrix?
ET - O Extraterrestre
Tudo bem, eu confesso: não gosto deste filme e nunca consegui vê-lo inteiro. Mas é porque eu tenho medo de alienígenas. E mesmo assim, não posso esquecer do filme de Spielberg. Muitas e muitas crianças com certeza já caíram da bicicleta ao tentar voar como Eliott (menos eu). Na época foi a maior bilheteria do cinema, só perdendo mais tarde para o filme Jurassic Park. Vai me falar que você nunca quis ter aquele ET como um bichinho de pelúcia (eu não).
Uma curiosidade: sabe aquela menininha loirinha, irmã de Eliott? É a Drew Barrymore, a famosa Pantera ruiva. HEHE
King Kong
Nem é um dos meus favoritos, mas é tão clássico, que a gravação original de 1933 rendeu outros 6 filmes, sendo que os mais famosos são as regravações de 1976 e a mais recente de 2005. Todo mundo conhece a história do grande macaco Kong que vive em uma ilha misteriosa e se apaixona pela loira que os nativos colocam de isca, e a partir daí, uma série de acontecimentos que levam todos à cena final, em que Kong sobe no edifício Empire State e luta contra os helicópteros. Cena aliás, que é uma das mais reproduzidas em filmes, programas, comédias, e até mesmo em desenhos infantis (alguém ai lembra daquele episódio do Pica-Pau?).
Pega eles, Kong! Eu sempre torcia pra ele!
Bonequinha de Luxo
Diva! É isso que a Audrey Hepburn é! E é neste filme que ela brilha incondicionalmente. Quando foi gravado, em 1961, o filme já era destinado a ser grande! O papel de Holly Golightly inicialmente era para ser de Marilyn Monroe, e não de Audrey. O filme foi uma adaptação de um famoso livro de Truman Capote, e teve o orçamento inicial de 2,5 milhões de dólares, sendo que o salário de Audrey pelo filme foi 750 mil dólares, o segundo maior salário de uma atriz até então.
Esse é um dos filmes que mereceriam um remake em minha opinião. Mas... Será que existe atriz tal qual foi Audrey Hepburn para o papel de Holly? Eu acho que não.
Cantando na Chuva
O filme de 1952 consta na lista dos melhores musicais de todos os tempos, e com mérito. É um dos mais famosos filmes da história cinematográfica, especialmente aquela seqüência de Kelly cantando e dançando na chuva. Você já tomou chuva? Já pegou um guarda-chuva na mão? Então é certeza que você já cantarolou “I’m Singin’ in the rain...” e tentou dar os pulinhos com o guarda-chuva ou sombrinha na mão. Música que está em terceiro lugar no na lista “100 anos... 100 canções” da famosa American Film Institute.
A canção, originalmente, é cantada em tom extremamente alegre. Já no filme abaixo...
Laranja Mecânica
LARANJA MECÂNICA! LARANJA MECÂNICA! Melhor filme de Stanley Kubrick. Uma cena resume muito bem o filme, em minha opinião: o chefe da gang, Alex (Malcolm McDowell), reúne seus amigos (os droogs) para invadir a casa de um escritor. Quando eles conseguem entrar, eles espancam o escritor e estupram a mulher dele, tudo ao som da linda voz de Alex cantando “I’m singin’ in the rain”. Macabro, não? O filme mistura muita música clássica e ultraviolência em um futuro indeterminado. É um filme de contraste. É um filme forte. É um filme massa.
É um filme clássico.
Dica: O Post sobre clássicos não acabou por aqui. Tem muito mais filme pela frente...


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Clássicos #1

Um filme para ser considerado clássico precisa ser antigo?


Mas é claro... que não!


Segundo o dicionário Aurélio, uma das definições para a palavra clássico é: “Da mais alta qualidade; modelar; exemplar”. Ou seja, independentemente da época lançada, basta se tornar um ícone, ser um puta de um filme.


Um exemplo de um clássico atual é a história de ficção-científica Avatar, de 2009, dirigido por James Cameron. Foi uma inovação tão grande que logo nas primeiras semanas após a estreia do filme, ele já havia se tornado um clássico. Avatar não só inovou em seus efeitos especiais (nunca antes visto na história do cinema, sendo que até Spielberg foi às gravações aprender a nova técnica), como também em seu orçamento (foi estimado um custo entre US$ 280 milhões e US$ 310 milhões para a produção e UR$ 150 milhões para a divulgação). E esse dinheirão todo, por incrível que pareça, deu muito resultado. Em seu primeiro final de semana de lançamento, o filme arrecadou aproximadamente UR$ 232 milhões ao redor do mundo, se tornando a sétima maior arrecadação em um primeiro final de semana da história do cinema e a maior para um filme original. Atualmente, é o filme com a maior bilheteria da história, superando até Titanic.

Assim sendo, percebemos que a fama do filme foi criada a partir dos comentários das pessoas que já haviam assistido, e de tão impressionadas, falaram sem parar sobre o assunto e incentivava outras pessoas a assistirem também (eu mesma confesso que fui o fator principal de muita gente ir ao cinema ver o filme, e que até fui acompanhar pra poder assistir uma segunda vez). A divulgação ajudou, é claro, mas este filme realmente mereceu toda a fama que levou.

Viu? Isso é um exemplo de filme clássico. Aquele filme que vira-e-mexe se torna tema de discussão da sua roda de amigos no bar, na faculdade, no emprego, na escola, na sua casa... a qualquer hora, em qualquer lugar.



Quer dica de mais filmes clássicos? Se liga no próximo post.
#FicaDica

sábado, 3 de setembro de 2011

"Planeta dos Macacos - A Origem"

A primeira pergunta que dá vontade de fazer é: “WHOA, como eles usaram macacos pra gravar esse filme?”

 
E a resposta é: “Pegadinha do malando! Não é um macaco!”


Na verdade, não foi usado nenhum macaco no filme inteiro (o que acho digno! Nenhum animal deveria ser obrigado a trabalhar em nenhum lugar.), e quem interpretou o macaco Caesar (ou César) e os outros símios foi o ator Andy Serkis, especialista em motion capture. Podemos dizer, então, que foi-se o tempo em que os atores precisavam se caracterizar com fantasias extremamente elaboradas para fazer algum personagem.

Só que esse não foi o primeiro papel desse gênero que o ator fez. A carinha dele te lembra alguém?

 
E essa pose? Lembrou?

 
Tudo bem, última dica.


EEELE MESMO! Era Andy que repetia incessantemente a expressão “My preciousss...” na pele do nosso tão querido Gollum (querido pra mim, pelo menos). Ele foi um dos pioneiros nessa arte de misturar a atuação humana com a computação gráfica.

Depois de “O Senhor dos Anéis”, outro filme em que ele se destacou foi o remake de 2005 do filme “King Kong”, onde ele usava a mesma técnica para interpretar o gorila gigante.


E foi estudando para interpretar Kong, que Andy começou a se familiarizar com o comportamento dos primatas. Ele passou um bom tempo em um parque de primatas em Ruanda, onde estudava os movimentos dos animais. “Me liguei muito em um filhote de chimpanzé, órfão. E uma coisa que os cientistas me disseram e eu pude observar de perto é que os primatas ecoam o comportamento humano. Os chimpanzés são muito mais agressivos em áreas onde há conflito militar, por exemplo. Para mim a jornada de Caesar ecoa o comportamento dos humanos para com ele”, diz Andy em uma entrevista.

Mais uma curiosidade? A versão original de “King Kong” gravada em 1933 conquistou o Oscar de efeitos especiais do ano, usando uma marionete mecânica para interpretar o gorila gigante.

 
Andy é um dos atores mais “boa-praça” e simpáticos na atualidade. Não é nenhum galã, mas sua atuação compensa, ajudando-o a fazer papéis menores e de protagonistas em um filme aqui, outro acolá, e principalmente se destacando em personagens digitais. A Weta Digital, empresa de Peter Jackson que é parceira do autor na produção de Caesar, já trabalhou em outros grandes sucessos do cinema, como “O Senhor dos Anéis”, “Avatar” e “Distrito 9”. Neste trabalho, ela faz o seu melhor, produzindo macacos extremamente realistas misturando o movimento da atuação humana e recursos digitais para fazer os efeitos especiais.

Serkis defende a técnica da mistura humano/computador e critica a Academia, que vem desvalorizando os atores que prestam esse tipo de serviço. Segundo ele, a atuação é a mesma, o único porém, é que ele estaria caracterizado com algum collant ou roupa especial para capturar seus movimentos e suas feições.


James Franco, que faz o personagem principal no filme, alega que na verdade, o primeiro nome no cartaz deveria ser de Serkis. “Sem ele, sem a verdade que ele traz para o personagem, o filme não seria o que é. Muita gente ainda não compreende o que é, mas o Caesar de Andy não é absolutamente um efeito especial. Eu realmente contracenava com ele de ator para ator, e por isso o relacionamento é tão verdadeiro – desde o início do filme Caesar tem humanidade dentro de si, e Andy passou esse elemento sempre, completamente”. Bom, essa fala de Franco resume tudo, não?

Quanto tempo será que a Academia levará para criar uma nova categoria para o trabalho de Andy Serkis? Ou melhor, quanto tempo será que levará para que o trabalho dele possa ser igualado ao de qualquer outro ator que concorre ao prêmio de melhor ator do ano?

Depois de ver “Planeta dos Macaco – A Origem”, grande parte do público está se fazendo a mesma pergunta, porque dentro daquele imenso trabalho de roteiro, caracterização, fotografia, etc, etc e etc, há a atuação fodidamente brilhante de Andy Serkis.




Última dica? Andy volta às telona na pele de Gollum no filme “O Hobbit”, também baseado na obra de Tolkien. O filme será dividido em duas partes, sendo que a estreia prevista para a primeira é para o dia 14/12/2012, e para a segunda no dia 14/12/2013.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"O Menino do Pijama Listrado"

Existem vários filmes contando a história da Segunda Guerra Mundial ("Lista de Schindler" - meu favorito -, "Olga", "As últimas horas de Hitler", "O Pianista" e etc.). Porém, "O menino do pijama listrado" se tornou um dos meus favoritos, simplesmente por mostrar o terrível Holocausto pela visão da inocência.


Bruno, um garoto alemão de oito anos e filho super-protegido de um soldado não sabe por que está ocorrendo a Segunda Guerra Mundial, por que seu país está em guerra com quase toda a Europa e muito menos o que é o Holocausto. A única coisa que ele sabe é que foi obrigado a sair de sua casa da cidade para morar em uma enorme construção no campo, em uma cidade do interior da Alemanha. E como todo garoto normal, sente muita falta de seus amigos e de frequentar a escola. Até que um dia, ele descobre que da sua janela pode ver uma espécie de fazenda, onde as pessoas são estranhas e usam pijamas o dia inteiro, tal pijama, que na verdade, é o uniforme que os judeus usavam nos campos de concentração.

Em algum momento do filme em que está totalmente entediado, ele vai até a "fazenda" e conhece Shmuel, um garoto estranho que usa pijama em plena luz do dia, crescendo aí uma amizade proibida entre os dois.

No elenco vemos Asa Butterfield, que faz o papel de Bruno, e que no começo do filme tem uma atuação meio medíocre, mas ao decorrer da história nota-se o trabalho que teve em dar uma dramaticidade real à coisa toda.

Já Jack Scanlon, que encorpora Shmuel, merece um destaque especial na minha opinião. O pequeno garoto judeu de oito anos, nos emociona desde sua primeira cena.


A visão de uma criança como ele, sem dentes, suja, de cabeça raspada e olhar sofredor mas ao mesmo tempo terno e esperançoso, nos faz parar pra pensar no Nazismo pelos olhos das crianças. Ao passar do filme o personagem nos cativa de uma maneira, que simplesmente não da pra chegar ao final sem lamentar que não vamos mais vê-lo.

Ao todo, esse é um drama terno, inocente, quase adorável... E com um toque macabro. O "Menino do Pijama Listrado" tem uma direção extremamente competente, e a fotografia tem que ser levada em consideração do começo ao fim, é só prestar atenção. Aposto que vai te fazer no mínimo fungar da sua poltrona, e querer consolar aqueles pobres meninos vítimas do Nazismo.

Definitivamente é uma pérola de todos os filmes dessa época que já foram feitos, um ângulo totalmente diferente do já visto até então.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Maldito Coração" - JT LeRoy


Primeiro post do Blog e já venho com uma dica.

"Maldito Coração" foi um livro que achei em promoção na última Bienal do Livro em que fui. Normalmente eu sigo a regra de não julgar o livro pela capa, mas a capa desse em especial me chamou a atenção.


Paguei quinze reais em um dos livros mais perturbadores que eu li até hoje.

Temos ali uma história de um menino adotado, que é tirado da casa de seus pais adotivos pela sua mãe prostituta. Ela leva a criança em uma viajem pelas estradas dos Estados Unidos, vendendo-se e vendendo-o. Pesquisei em alguns sites da internet e descobri que existe um filme adaptado, mas ainda não consegui achá-lo - quando ver o filme prometo voltar e contar o que achei.

Como todos sabem as imagens chocam mais que palavras, então deve ser por isso que o filme é considerado ainda mais perturbador que o livro. Até porque no livro conseguimos identificar a inocência da criança, os medos e temores, e até mesmo o fato de que o autor "consegue contar uma história trágica sem perder a ternura e até o humor".

Especula-se que esses textos são autobiográficos, pois JT LeRoy é um estranho autor, definido como uma figura "andrógina e perturbadora".

Porém é tudo uma farsa. JT (Jeremiah "Termiantor") LeRoy é apenas um pseudônimo da autora norte americana Laura Albert. No começo, se dizia que "LeRoy" era verdadeiro e que teria sofrido vários abusos quando criança e adolescente. Até que o jornal "The New York Times" revelou que LeRoy era uma farsa criada pela escritora frustrada, e que ele era na verdade uma modelo/atriz chamada Savannah Knoop, que é meia-irmã do marido de Laura Albert. Geoffrey Knoop - marido da escritora - afirmou em uma entrevista que LeRoy era mesmo uma personagem, e que Laura era a única autora dos livros com esse pseudônimo.

Mas em minha opinião, essa confusão toda só faz o livro ainda mais interessante. Vemos na
história uma criança que é obrigada a largar a segurança dos pais adotivos que davam carinho e atenção, para ir nas mãos de uma prostituta que o espanca, o ensina a roubar e a se vender, que infelizmente é a verdadeira mãe. Você percebe como a mãe ensina a criança a temer os policiais, os "homens maus", e com isso o garoto, Jeremiah, acha que a única pessoa que poderá salvá-lo é Sarah, a mãe.

Vemos também o começo do sadomazoquismo em uma criança. Quando ele vai morar com os avós, ele percebe que apanhando talvez se livre dos pecados... Enfim, um livro perturbador, que mostra como a vida pode ser cruel, e tenta o resgate da inocência e da ternura no horror dos homens de hoje em dia. Vale a pena ler e refletir.